Transtorno de Escoriação

Por Flávio Pereira

Características gerais (resumo do DSM-V):

Beliscar a pele de modo frequente provocando lesões.
Tentativas repetidas de diminuir ou cessar o ato de beliscar a pele.
O comportamento de beliscar a pele causa sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional e em outras áreas da vida. O sofrimento inclui sentimentos negativos como constrangimento, vergonha, sensação de perda de controle e evitação de situações sociais.

Transtorno de Escoriação

Transtorno de Escoriação

Beliscar a pele não se deve aos efeitos de uma substância (ex.: cocaína) ou a uma doença da pele como a escabiose.
Beliscar a pele não é mais bem explicado pelos sintomas de outro transtorno mental como exemplo delírios ou alucinações táteis em um transtorno psicótico, tentativas de melhorar um defeito na aparência no transtorno dismórfico corporal, estereotipias no transtorno de movimento estereotipado.

Os locais beliscados são braços, rosto, mãos, porém muitos indivíduos beliscam quase todas as partes do corpo. Podem beliscar irregularidades menores na pele, pele saudável, lesões como espinhas, calosidades ou cascas de lesões anteriores. A maioria dos indivíduos belisca com as unhas e outros usam pinças, alfinetes ou outros objetos. Além de beliscar a pele, pode haver comportamentos de espremer, esfregar e morder.

Os indivíduos com Transtorno de Escoriação passam boa parte do tempo beliscando a si próprios e o comportamento pode durar meses ou anos.

Tentam esconder ou camuflar as leões com maquiagem ou com roupas.

Os indivíduos podem procurar por um certo tipo de casca de ferida para arrancar, examinar, brincar, colocar na boca ou engolir a pele depois de arrancada.

O comportamento é iniciado por sentimentos de ansiedade, tédio, tensão crescente e pode levar ao prazer, à gratificação ou alívio quando a pele ou casca foram arrancadas.

Indivíduos beliscam quando encontram irregularidade na pele ou para aliviar sensações corporais desconfortáveis.

Indivíduos beliscam a pele por tensão e com posterior alívio, enquanto outros beliscam de forma mais automática, sem tensão e sem a consciência completa e muitos têm um misto de ambos os estilos comportamentais.

Beliscar a pele geralmente não ocorre na presença de outros indivíduos, exceto membros da família.

Alguns indivíduos relatam beliscar a pele de outras pessoas.

Mais de três quartos dos indivíduos com Transtorno de Escoriação são mulheres.

O transtorno começa com problemas dermatológicos, como acne. Os locais beliscados podem variar com o tempo. O transtorno em geral é crônico e pode ir e vir por semanas, meses ou anos.

O transtorno é mais comum em indivíduos com TOC e em membros da sua família de primeiro grau do que na população em geral.

Muitos indivíduos relatam evitação de eventos sociais, de entretenimento, sair em público, no trabalho, na escola.

As complicações médicas de beliscar a pele causam danos ao tecido, cicatrizes e infecção.  Com frequência, exige tratamento antibiótico para infecção e eventualmente pode requerer cirurgia.

Nos seguintes casos o Transtorno de Escoriação não deve ser diagnosticado:

Em resposta a um delírio (parasitose) ou alucinação tátil (formigamento) em um transtorno psicótico.

Compulsões por lavagem excessiva devido a obsessões com contaminação, em indivíduos com TOC, podem levar a lesões cutâneas

Em indivíduos com transtorno dismórfico corporal, que beliscam sua pele devido a preocupações com a aparência.

Embora os tiques em pessoas com transtorno de Tourette possam levar à automutilação, o comportamento não é semelhante aos tiques no transtorno de escoriação.

Se o beliscar a pele é principalmente atribuído a outra condição médica como doenças de pele como a escabiose.

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Psicólogo Flávio Roberto Pereira

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