Deixando de fumar

Por Flávio Pereira - Psicólogo em Curitiba

Os tratamentos médicos têm demonstrado ser muito mais eficientes quando combinados com métodos psicoterapêuticos.

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-IV-TR), Embora mais de 80% dos fumantes expressem um desejo de deixar de fumar e 35% parem a cada ano, menos de 5% obtêm sucesso em tentativas de abandonar o hábito sem o auxílio psicoterapêutico.

Uma das maiores dificuldades que o fumante enfrenta quando decide parar de fumar é ter que lidar com a abstinência (ausência) do cigarro, podendo ocorrer:

  • Mudança repentina de humor ou humor deprimido.
  • Insônia.
  • Irritabilidade.
  • Frustração ou raiva.
  • Ansiedade.
  • Dificuldade de concentração.
  • Inquietação ou impaciência.
  • Diminuição da freqüência cardíaca.
  • Aumento do apetite ou ganho de peso.

Pode incluir também desejo por doces e desempenho prejudicado em tarefas que exigem vigilância. Parar de fumar exigirá mudança de hábitos para uma melhor qualidade de vida.

Algumas opções disponíveis para ajudar a parar de fumar:

Auto-ajuda: algumas pessoas gostam de fazer as coisas por si mesmas, preferindo deixar de fumar por conta própria. Existe uma variedade de pesquisas e materiais informais, incluindo livros de auto-ajuda, CDs de áudio e web sites. Em geral, métodos de auto-ajuda tendem a serem menos eficazes do que aqueles que envolvem contato com profissional. Esse tipo de técnica se encaixa melhor para pessoas que possuem baixos níveis de dependência à nicotina, aqueles com um bom suporte social (ajuda familiar, por eex.) e aqueles sem problemas como emocionais, ansiedade, etc.

Terapia em grupo e individual. A terapia em grupo é conduzida por um profissional e facilitador do processo de cessação do tabagismo. Pesquisas mostram que terapias em grupo estão entre os mais bem-sucedidos tipos de serviços para ajudar a parar de fumar. No entanto, nem todas as pessoas se sentem confortáveis em situações de exposição em grupo. Alguns indivíduos, com problemas psicológicos ou outros problemas adicionais, obterão melhor resultado com a terapia individual, feita com um terapeuta especializado.

Hipnose: em geral, pesquisas feitas não apóiam o método da hipnose por si própria como efetiva no tratamento para parar de fumar. Parte do problema é que existem variações de métodos hipnóticos e deve haver cuidado ao escolher o profissional que irá conduzi-la. No entanto, há formas de utilizar a hipnose efetivamente em combinação com outro tipo de abordagem psicológica.

Acupuntura: embora alguns indivíduos relatem que a acupuntura diminuiu o desejo de fumar, não existem evidências sólidas que demonstrem a eficácia dessa ferramenta por si só na cessação do tabagismo. È necessário acompanhamento psicológico.

Terapia cognitivo-comportamental: este tratamento é hoje indicado como um dos mais eficientes. Veja detalhes, clique aqui.

O que procurar em um Programa de Cessação do Tabagismo

Programas de cessação do tabagismo são designados a ajudar fumantes a reconhecerem e lidarem com os problemas que surgem durante a cessação e dão suporte e encorajam a permanecer sem o cigarro. Ao decidir o tipo de programa que melhor se adapta a você, considere o seguinte:

  • Estudos têm mostrado que os melhores programas incluem grupos terapêuticos ou terapias individuais. Há uma forte ligação entre intensidade do aconselhamento e a taxa de sucesso em parar de fumar. Em geral, quanto mais intenso for o programa, maiores serão as chances de sucesso.
  • Quanto você fuma? Pessoas que fumam em grande quantidade tendem a se beneficiarem mais com programas mais intensivos. Pessoas que fumam menos podem optar pela psicoterapia breve.
  • Procure por programas projetados ou praticados por um terapeuta qualificado.

A Terapia Cognitiva-Comportamental ajuda no tratamento da dependência do fumo. Saiba mais.

Veja vídeo sobre o assunto:

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Psicólogo Flávio Roberto Pereira

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