Personalidade de Esquiva ou de Isolamento

Por Flávio Pereira

homem-escondendo-o-rosto-22714Orientada para o conhecimento, a precisão e ao isolamento.

Pontos positivos: planejador. Lógico. Teórico-Analítico.
Criterioso. Sistemático. Objetividade. Criatividade Intelectual.
Persistente. Intelectual. Pensador. Observador. Boa capacidade de escuta.
Inteligência. Metódico. Busca pela competência mental. Curiosidade.
Insights. Perito. Especialista. Excelente planejador. Visão estratégica.
Muito envolvido no que faz. Racional. Independente. Autocontrole.
Gosta de saber o que vai acontecer (previsibilidade).
Nutrem o amor pelo conhecimento e a informação.

Pontos negativos:  pessoa muito reservada. Minimiza os contatos. Pouco caloroso. Mostra-se pouco. Alienação. Egoísmo. Avareza. Arrogância. Cético. Pessimista. Negatividade. Introversão. Evita o envolvimento emocional. Distancia-se dos outros. Excessivamente independente. Teimoso. Radical. Crítico dos outros. Hábito de julgar. Dificuldade para expressar os sentimentos. Retrai-se. Isola-se. As pessoas o chamam de frio, calculista, desumano. Subestima as relações. É raro tomar a iniciativa para encontros, mesmo com amigos. Não diz o que pensa. Não troca informações. Fechado. Sua frase mental: “Estou mais na minha”. Gosta de privacidade. Distante e inacessível. Prefere ficar à distância. Desligado de pessoas e sentimentos. Substitui emoção por pensamento. O cérebro está acima do coração. Centrado na mente e na compreensão das coisas. Compartimentaliza (separa em diferentes partes) a vida: amizades, trabalho, lazer, conhecimentos. Tem dificuldade para se envolver afetiva ou intimamente. Reprime suas emoções. Tem necessidade de ficar só para recuperar as energias e não compreende que o parceiro possa censurá-lo pelas suas ausências.  Teme não saber o suficiente. Busca informação sobre o mundo que o cerca. Sonha em saber tudo sobre tudo. Como não é possível, ele se especializa em alguns assuntos limitados e estéreis. Acumula conhecimentos sobre os temas escolhidos, desinteressando-se cada vez mais pela realidade. Apega-se demasiadamente (avareza) às informações que conserva ciumentamente ou só divide de forma incompleta. Julga que conhece pouco e acha que é preciso mais um livro, mais um curso, mais um estágio, mais uma palestra para ser qualificado. É uma busca que não tem fim e que prejudica suas decisões. Não gosta de abordar assuntos “fúteis” e quando fala sobre assuntos sérios teme parecer idiota e torna-se reservado. É mais observador tímido e quer passar despercebido. É avarento quanto a si mesmo, não está disponível aos outros e à vida. É o tipo mais introvertido. Fala pouco. De respostas curtas e diretas. Para arrancar alguma coisa dele é preciso fazer perguntas com insistência. Quando resolver falar é detalhista e passa a ser chato. Ele conclui que as pessoas são superficiais. Gosta da solidão, prefere virar-se sozinho. Pede poucas informações. Administra mal as próprias emoções fato que o leva ao isolamento. Mesmo emoções agradáveis que implicam em contato com os outros. O isolamento se manifesta na tendência de compartimentalizar a vida: amizades, trabalho, lazer, conhecimentos. Reflete muito antes de agir. Gosta de atividades planejadas e estruturadas de modo que possa organizar seus isolamentos, sem os quais ficaria esgotado. Rejeita o sistema e quer trabalhar por si, fora dele. Tem pouca paciência com regras ou trâmites.

Temendo não ser capaz o suficiente estuda e acumula mais conhecimento e qualificações. Temendo que os outros possam desviá-lo do seu projeto procura manter os “intrusos” distantes intensificando a atividade intelectual. Fecha-se para diminuir as próprias necessidades e também para elaborar realidades alternativas. Temendo perder o lugar que conquistou evita qualquer aproximação e ataca as crenças e valores dos outros.  Torna-se arrogante e radicaliza. Despreza as idéias dos outros. Faz o outro se sentir inútil, incapaz e burro. Refugia-se num mundo isolado e cada vez mais vazio. Rejeita todas as necessidades à exceção das básicas. Quando muito estressado sente-se pequeno e impotente, torna-se negativo, resiste a qualquer ajuda, foge das pessoas e parte para a fuga da realidade ao ponto de retraimento esquizóide ou até o suicídio.

Forte identificação: com a sensação de ser um observador frio e distante do mundo, e não parte dele.
O que valoriza: o fato de ser experiente e ter as melhores informações. Concentra-se no processo, em fatos objetivos e em manter a lucidez e o distanciamento.
Como lida com os sentimentos: abstraindo-os e distanciando-se deles, assim, matem-se ocupado e cerebral, como se seus próprios sentimentos fossem de outra pessoa.
Resistência: ao reconhecimento da presença e dos estados físicos, a sentimentos e necessidades.
Tenta manter a auto-imagem de: perspicaz, esperto, especialista, auto-suficiente, observador, curioso, invulgar.
Como manipula os outros: preocupando-se e distanciando-se emocionalmente dos demais.
Regra de chumbo: temendo ser inútil, incapaz e incompetente, faz o outro sentir-se inútil, incapaz, incompetente e burro.
Medo fundamental:
o de ser indefeso, inútil ou incapaz. De jamais chegar a encontrar um lugar no mundo ou entre as pessoas.
Desejo fundamental:
ser capaz e competente.

Mensagem do superego (juiz interior): “você estará num bom caminho se conseguir dominar algo”.
Dúvidas cruéis e sofrimento: como saber se atingi o domínio completo de algo? Passa a vida aprendendo o máximo sobre um assunto e continua sem auto-confiança.
Sentimento forte (paixão), vício emocional: cultiva avareza. Apega-se demais as coisas. Acredita que por ter poucos recursos interiores, a interação com as pessoas o levará a uma catastrófica redução ou esgotamento. Esse sentimento forte leva-o a esquivar-se do contato com o mundo e a minimizar suas necessidades para garantir a preservação de seus recursos.
Compulsão:
evita o vazio interior.

Mecanismo de defesa: isolamento. Para escapar do estresse isola-se mental e psicologicamente. Afasta-se dos outros e do mundo. Muitas vezes o corpo está presente, mas a mente ausente.
Potencial patológico:
tendência crescente ao isolamento. Negligência física crônica, auto-abandono, excentricidade crescente, perda de interesse nas atividades sociais. Recusa por oferta de ajuda. Percepção distorcida, distúrbio de personalidade esquizóide e fugidia, depressão, suicídio.

Tipo sadio: conecta-se às suas emoções. Compartilha seus conhecimentos de forma desinteressada. Aprende a viver com as pessoas. Reforça de modo sadio a auto-imagem. Volta-se para fora: concentra-se em gerar idéias ou invenções interessantes para o mundo. Deixa de acreditar na possibilidade de existir à parte do meio, passar a confiar na vida e realiza o desejo fundamental de ter capacidade e competência. Mostra-se mais decidido e seguro de si.
Pensamento e ação curativa:
observa a si mesmo e aos outros sem julgamento nem expectativas. Lembra que é de sua natureza verdadeira ter os pés na realidade. Desapega-se da mente. Aceita e expressa mais seus sentimentos.

Reflexão: talvez eu possa confiar nas pessoas e dizer o que preciso. Talvez eu possa ser feliz no mundo. Talvez o meu futuro seja bom.

Pensamentos do tipo; processador inconsciente:

“Deus colocou a cabeça mais alto que o coração para que a razão pudesse dominar o sentimento”.

“Estou na minha, me economize”.

Profissões / atividades atraentes: áreas do planejamento, engenharias, pesquisa e informática; atividades que envolvem estudo muito específico como filosofia, psicologia ou ainda mais específico como grafologia, astronomia e também ciências ocultas ou místicas. Profissões que permitam o isolamento: programador de computador no turno da noite, almoxarifado no fundo do pavilhão.

Profissões / atividades não atraentes: atividades que exigem competição, confrontação: vendas, política, relações públicas.

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Psicólogo Flávio Roberto Pereira

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