Personalidade Medrosa, Cética, Desconfiada.

Por Flávio Pereira

maneiras-de-transformar-duvida-em-confianca-noticiasTipo de personalidade orientada para o medo, a desconfiança, a dúvida.

Pontos positivos: leal. Honesto. Confiável. Corajoso. Competente.
Comprometido. Dedicado. Organizado. Trabalhador. Responsável.
Cauteloso. Prudente. Prático. Cooperativo. Estratégico. Intelecto afiado.
Perseverante. Antecipa perguntas ou problemas. Bondade. Solidário.
Capacidade para perceber riscos. Compaixão. Altruísta.
Fiel e responsável às causas, ao oprimido, contra injustiças e aos amigos em apuros.

Pontos negativos:  cético. Desconfiado. Alerta. Paranóico. Hipervigilante. Dependência em relação aos outros. Atitude defensiva. Questionador. Contestador. Crítico. Impaciente. Rigidez. Ansioso. Controlador.  Agressivo. Medroso. Preocupado. Indeciso. Procrastinador. Adia ações. Problema em finalizar tarefas. Sofre com a “paralisia analítica” quando a ansiedade cruza com a indecisão. O pensamento substitui o fazer. Reativo. Excessivamente precavido ou se arrisca demais. Excessivamente submisso ou excessivamente desconfiado. Projeta os próprios pensamentos nos outros. Vitimiza-se e culpa os outros. Tem dois tipos: o fóbico que foge e o contra-fóbico que enfrenta agressivamente o perigo. Em geral o tipo transita entre um e outro. O fóbico respeita a autoridade e o contra-fóbico se opõe à autoridade. Quando percebe que a autoridade não é leal com ele ou que oprime pessoas, cessa apoio ao líder. Protege os fracos. Muitas vezes é indeciso. Com freqüência pode mudar rapidamente de opinião. Examina com detalhes para tomar decisões. “Sempre com um pé atrás”. Vê o mundo como algo ameaçador. Pré- disposição para ver fontes de ameaça. Imagina situações ruins ou vive em dúvidas para estar prevenido. Procura intenções negativas nas pessoas. Falta de confiança em si. Receoso, é de pouco iniciativa. Crítico dos processos. Desconfia, põe em dúvida o outro; mina o ponto de apoio do outro; tenta isolar o outro; queixa-se muito. Paranóico: vê “inimigos” porque é desconfiado demais.

Temendo perder a independência e julgando precisar de mais apoio busca orientação e segurança nas rotinas, regras, autoridades e filosofias. Temendo não atender às suas contradições torna-se mais ansioso, pessimista, cauteloso, impulsivo e indeciso. Temendo perder o apoio de seus aliados torna-se amargo, autoritário, cético e reativo, pois acha que sua boa fé foi lograda. Acusa os demais e entra em lutas pelo poder. Temendo que seus atos coloquem em risco sua própria segurança, seu comportamento reativo provoca crises, leva o tipo a confiar ainda menos em si mesmo, então fica nervoso, deprimido, impotente. Inseguro e desesperado pensa que os outros vão destruir a pouca confiança que tem si mesmo, nutre medos paranóicos, idéias ilusórias a respeito do mundo e ataca inimigos reais ou imaginários. Convencido de que cometeu atos pelos quais será punido sente-se culpado, cheio de ódio de si mesmo e parte para a autopunição, cria a própria desgraça e destrói o que construiu, muitas vezes faz tentativas de suicídio para causar reações de salvamento.

Forte identificação: com a necessidade de responder e reagir à ansiedade interior diante de uma falta de apoio percebida.
O que busca: tanto independência quanto apoio. Quer alguém a quem recorrer, mas precisa ser “o mais forte”.
Resistência: ao reconhecimento de apoio e da própria orientação interior.
Tenta manter a auto-imagem de: confiável, responsável, digno de confiança, digno de amor, cuidadoso, previdente, questionador, precavido.
Como manipula os outros:
queixando-se e pondo à prova os compromissos que os outros assumiram com ele.

Regra de chumbo: temendo não contar com apoio e orientação, mina os sistemas em que o outro se apóia, tentando isolá-lo de alguma forma.
Medo fundamental:
o de não contar com apoio e orientação, o de ser incapaz de sobreviver sozinho. De ser abandonado e não ter apoio, mas também de depender demais dos outros. Medo de que seus próprios atos tenham posto sua segurança em risco.
Desejo fundamental:
encontrar apoio e segurança.

Mensagem do superego (juiz interno): “você estará num bom caminho se fizer o que se espera que faça.”
Dúvidas cruéis e sofrimento
: é realmente importante fazer o que se espera que faça? A preocupação o torna mais seguro? Como posso cobrir todas as frentes? O tipo luta muito pela segurança, mas sente-se ainda ansioso e medroso.

Sentimento forte (paixão), vício emocional: medo; tem medo de tudo um pouco, principalmente do novo que se desvia das regras existentes e das pessoas cuja raiva e segundas intenções ele teme. Diante do medo tem duas táticas: a fuga ou o contra-ataque. O medo do tipo é mais bem definida pela palavra ANSIEDADE, pois o faz recear coisas que na verdade não existem. Vive a vida em constante estado de apreensão e preocupação com possíveis eventos futuros.
Compulsão:
evitar o desvio.

Mecanismo de defesa: projeção. Atribui aos outros as emoções que ele não quer reconhecer ou que julga inaceitáveis. O medo é o sentimento mais projetado.
Potencial patológico:
intensa ansiedade e ataques de pânico. Aguda sensação de inferioridade e depressão crônica. Medo constante de perder o apoio das pessoas. Alternância de independência e demonstrações impulsivas de desafio. Manutenção de “más companhias” e apego a relacionamentos abusivos, suspeitas extremas e paranóias. Ataques histéricos. Distúrbio de personalidade paranóide e ansiosa, dependente, comportamentos passivo-agressivos.
Tipo sadio:
reforçam sua auto-imagem de persistente, atencioso e digno de confiança; contribuem  com muito trabalho, cooperam, são práticos e disciplinados, leais, antevendo problemas de forma saudável. São amigáveis, confiáveis e confia nos outros. Deixa de acreditar que precisa depender de algo ou alguém que não ele mesmo para ter apoio e, assim, descobre sua própria orientação interior. Torna-se centrado, seguro de si, sereno e de grande valor. Aceita seu próprio poder pessoal. Domina o medo e passa a ser corajoso. Torna-se mais relaxado e otimista.
Pensamento e ação curativa:
acreditar em si mesmo e confiar na bondade da vida. Lembrar que é de sua verdadeira natureza ser corajoso e capaz de lidar com a vida sob quaisquer circunstâncias. Reflexão: talvez isso dê certo. Talvez eu não precise prever todos os problemas possíveis. Talvez eu possa confiar em mim e nos meus julgamentos.

Pensamentos do tipo; processador inconsciente:

“Mais vale um pássaro na mão do que dois voando”. 

Melhor prevenir do que remediar”.

“Enquanto você está indo, eu já fui e estou voltando.” 

Contra-fóbico: “O que você está olhando ai? Vai encarar?” “A melhor defesa é o ataque”.
Lealdade: “Um por todos e todos por um”. 

Profissões / atividades atraentes: sente-se mais seguro em organizações com regras claras, rotinas preestabelecidas e previsíveis. Profissões com linhas claras de autoridade como a polícia, exército, ensino, produção, financeiro e RH. Profissões para autônomos onde não haja nenhuma autoridade, nem patrão.

Para os fóbicos: empregos onde a competição é pequena, onde possa trabalhar por trás de um líder forte. Contra-fóbicos: trabalhos como colaboradores ou empresários que envolvem liderança, perigo e riscos.
Profissões / atividades não atraentes: empregos que envolvem muita pressão e decisões imediatas, de alta exposição, competitivos e com manobras nos bastidores.

Comente este texto!






Voltar para o Topo

Psicólogo Flávio Roberto Pereira

Sobre Flávio Pereira